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De onde vêm os cães-guia


Os cães-guia vêm de escolas de cães-guia. Em geral, estas instituições fornecem cães-guia para pessoas com deficiência visual sem custo. A maioria das escolas opera sem fins lucrativos, e basicamente são fundadas com doações. Algumas escolas de treinamento se especializam em certos aspectos de treino, mas muitas delas se organizam para fazer de tudo para colocar um cão-guia com um acompanhante. Isto inclui:
  • criar os cães-guia
  • preparar programas de criação de filhotes para futuros cães-guia
  • avaliar os futuros cães-guia
  • treinar os cães-guia
  • treinar os instrutores
  • treinar os acompanhantes
  • combinar os acompanhantes com os cães adequados
  • reavaliar e aposentar os cães-guia
  • conseguir novos lares para os cães aposentados

A maioria dos cães-guia é das raças retrievers labradores (site em inglês), retrievers amarelos ou pastores alemães (site em inglês). Estas três raças são caracterizadas pela inteligência, obediência, força e afabilidade e por isso são muito adequadas para o trabalho. As escolas de cão-guia criam seus cães com muito cuidado, escolhendo os pais com inteligência e habilidade especial de guia.

Mesmo com esta atenção para a boa criação, muitos filhotes não se tornam aptos para o trabalho. Em Olhos-Guia para Cegos (site em inglês), uma respeitada escola de cães-guia com sede em Yorktown Heights, Nova York, treinadores fazem a triagem de filhotes aptos a guiar e rejeitam 20% deles. Alguns desses filhotes continuam na organização que os treinam para outros tipos de serviço (cães que auxiliam pessoas em cadeiras de rodas, por exemplo) e o restante é vendido como animais de estimação (com a condição de que o cão seja castrado, para ajudar o controle populacional de animais de estimação).


Foto cedida Olhos-Guia para Cegos
Cães-guia são em geral retrievers amarelos, retrievers labradores ou pastores alemães
Os outros 80% de filhotes permanecem no caminho para se tornar cães-guia. Conforme veremos nas seções a seguir, o treinamento é intenso, o nível emocional é alto e todos trabalham arduamente. Os resultados são verdadeiramente incríveis: os cães-guia mudam por completo a vida dos seus acompanhantes.

O que os cães-guia fazem


Os cães-guia auxiliam pessoas deficientes visuais a viajar pelo mundo. Na maioria dos países, sua presença é aceita em qualquer lugar público, e eles podem ajudar seus utilizadores a ir a qualquer lugar. Para isso, um cão-guia deve saber:
  • se manter em uma rota direta, ignorando distrações como cheiros, outros animais e pessoas;
  • manter um passo firme, à esquerda e um pouco à frente do seu acompanhante;
  • parar em todos os meio-fios até receber ordem para prosseguir;
  • virar à esquerda e à direita, mover-se para frente quando ordenado;
  • reconhecer e evitar obstáculos ao acompanhante (passagens estreitas e batentes baixos);
  • parar no pé e no topo de escadas até receber ordem para prosseguir;
  • levar o acompanhante aos botões do elevador;
  • deitar em silêncio quando o acompanhante estiver sentado;
  • ajudar o acompanhante a subir e movimentar-se em ônibus, metrô e outras formas de transporte público;
  • obedecer a vários comandos verbais.

Cães-guia no Brasil

O número de deficiente visuais no Brasil está estimado em 150 mil pessoas, sendo que existem aproximadamente 50 cães-guia no país, um número extremamente baixo comparado com outros países. Atualmente existem no Brasil poucos centros de treinamento ou instrutores autônomos para cães-guia.

O cão-guia possui algumas vantagens, ou seja, ele proporciona mais segurança, independência e liberdade. Garante maior velocidade e desenvoltura na locomoção do deficiente visual, e principalmente auxilia a desviar obstáculos aéreos, como galhos de árvores e telefones públicos, que ficam difíceis de ser detectados pela bengala.

No Brasil o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou em 2005 um decreto regulamentando a Lei do Cão-Guia, em que os portadores de deficiência visual vão poder freqüentar locais públicos acompanhados de cães-guias - somente será vetada a entrada dos animais em centro de terapia intensiva e salas de cirurgias. Este decreto deve garantir aos deficientes visuais o direito de ir e vir sem qualquer tipo de constrangimento.

Para adquirir um cão-guia o deficiente visual tem que procurar os centros de treinamento ou os instrutores autônomos, você pode encontrar alguns desses centros em São Paulo, Porto Alegre e Brasília, como o INTEGRA - Instituto de Integração Social e de Promoção da Cidadania.

Além disso, um cão-guia deve saber desobedecer qualquer comando que coloque o acompanhante em perigo. Esta habilidade chama-sedesobediência seletiva, e talvez seja o aspecto mais interessante sobre os cães-guia, que podem equilibrar obediência com sua própria avaliação da situação.

Esta capacidade é extremamente importante em faixa de pedestres, onde o acompanhante e o cão devem trabalhar muito próximos para conduzir a situação seguramente. Quando alcançam o meio-fio, o cão pára, sinalizando ao acompanhante que ele chegou à faixa de pedestres. Os cães não podem distinguir as cores do semáforo, portanto o acompanhante deve tomar a decisão de quando é seguro atravessar a rua. O acompanhante escuta o fluxo de trânsito para deduzir quando o sinal mudou e dá o comando para "seguir". Se não há perigo, o cão atravessa a rua em uma linha reta. Se há carros se aproximando, o cão espera até o perigo passar e depois segue o comando para prosseguir.

Em uma equipe de cão-guia e acompanhante, o cão-guia não conduz o acompanhante, o acompanhante não controla completamente o cão. Os dois trabalham juntos para ir a qualquer lugar. O cão-guia não conhece onde é o destino, portanto, deve seguir as instruções do acompanhante sobre as distâncias e quando virar. O acompanhante não pode ver os obstáculos no caminho, portanto, o cão-guia deve tomar suas próprias decisões sobre como realizar o percurso da equipe. Cada membro da equipe depende do outro para realizar com sucesso as tarefas.

Conforme um cão-guia se torna mais experiente com seu acompanhante, ele pode ser capaz de ter mais responsabilidade. Por exemplo, muitos cães-guia veteranos conhecem todos os destinos habituais de seu dono. Tudo que o acompanhante tem que dizer é "vá ao escritório" ou "encontre o café", e o cão guia irá seguir a rota completa.

CÃO-GUIA, HERÓI ANÔNIMO EM DEFESA DO HOMEM


Considerado como o melhor amigo do homem, o cão não só é amigo como muitas vezes protetor e guia permanente 24 horas por dia. É o caso do cão-guia, um animal treinado especialmente para acompanhar seu dono em todos os momentos, em casa, na rua, no trabalho e em qualquer outra parte. Nesse caso, sendo seu dono cego ele age como seus olhos e, portanto deve estar sempre junto ao dono. É para o cão toda uma vida de total dedicação ao dono. Por sorte, é mesmo o que um cão mais sonha estar do lado do dono. Além do mais são cães especialmente treinados.

História

A história desses animais extraordinários, cuja paciência e fidelidade ultrapassam todos os limites é antiga. Os primeiros registros da presença de cães-guias encontram-se pintados em um mural nas ruínas de Roman Herculaneum, hoje cidade de Ercolano na Itália. Há alguns outros registros de sua presença na idade média, mas as primeiras tentativas de treinamento desses animais só aconteceram por volta de1780, no Hospital para cegos “Lês Quinze-Vingts” em Paris.

No Brasil um dos primeiros cães-guias foi o labradar Gem que nasceu na Guide Dog Foundation for the Blind, em Nova York em 1996 e faleceu no Rio de Janeiro depois de vários anos de serviços prestados à sua dona a professora Ethel Rosenfeld, uma ativista pelos direitos dos deficientes visuais. O referido cão tornou-se símbolo na implantação de uma cultura de cães-guias no Brasil.

Este labrador usado nas campanhas para a aprovação da lei federal que garante às pessoas cegas acompanhadas de seus cães entrarem ou permanecerem em locais públicos ou particulares de uso coletivo esteve presente na cerimônia de assinatura do Decreto em 21 de setembro de 2006. Pode ainda ficar imortalizado na Calçada da Fama Animal, em Washigton quando foi eleito “cão herói” do Brasil em 2004.

Raças especiais para cães-guias

As raças que possuem características, como temperamento, tamanho e outras importantes para essa atividade, portanto usados no mundo todo são: labrador, golden retriever, collie de pêlo longo ou curto, boxer, bouvier dês flandres e pastor alemão. Sendo que os treinadores sempre avisam que o que importa não é a raça, mas sim o cão.

Os cegos que não se adaptam ao uso de bengalas recorrem ao cão-guia. Neste caso, deverá haver uma perfeita adaptação. Os cães são treinados desde pequenos, mas há um treinamento de adaptação com seu novo dono que também terá que saber como utilizar adequadamente o animal.